terça-feira, 11 de novembro de 2008

CICLOSTOMADOS
Podemos subdividir o filo Chordata em quatro sub-filos: Hemichordata, Urochordata, Cephalochordata e Euchordata. Os três primeiros subfilos correspondem aos cordados primitivos e são considerados integrantes do grupo Protochordata. Os Euchordata dividem-se em dois grupos: Agnatha (sem mandíbulas) e Gnathostomata (com maxilas e mandíbulas na região bucal, além da presença de nadadeiras pares). Na superclasse Agnatha temos três grupos: os Ostracodermi, Myxinis e Cephalaspsidomorphi. Os Ostracodermi são fósseis de Agnatha e já estavam extintos quando surgiram os agnatos atuais, ou seja não os originaram. Apresentavam como principal característica a ausência de mandíbulas e maxilas e a ausência de nadadeiras pares. Na classe Myxinis encontramos as feiticeiras. Na classe Cephalaspsidomorphi encontramos as lampréias. As duas últimas classes podem ser reunidas em uma única classe: Cyclostomata.
Portanto, os Agnatha (a= sem; gnathos= maxila) são vertebrados sem mandíbulas e a classe atual dos Cyclostomata (cyclos= redondo e stomatos= boca ) tem dois representantes típicos: a lampréia e a feiticeira. As nadadeiras pares estão ausentes na maioria das espécies, as abas peitorais estavam presentes em algumas formas extintas. As espécies primitivas tinham a pele revestida por fortes escamas ósseas, que foram perdidas nas atuais. As partes mais internas do esqueleto são cartilaginosas nas formas atuais e parece que nas espécies extintas elas também não eram ossificadas.
As características gerais dos ciclostomados são:
São destituídos de mandíbulas e de vértebras típicas.
A caixa craniana e as vértebras são cartilaginosas. Constituem-se nos mais primitivos vertebrados vivos, pois a notocorda persiste durante toda a vida como esqueleto axial, que nada mais é um cordão delgado gelatinoso envolvido por tecido conjuntivo rijo. Os outros elementos do esqueleto são cartilaginosos .
Vivem em água doce ou salgada. Algumas espécies são migratórias, vivendo no mar e reproduzindo-se em rios e lagos.
Têm corpo alongado e cilíndrico, sem escamas. A pele é rica em glândulas produtoras de muco. As espécies primitivas tinham a pele revestida por fortes escamas ósseas, que foram perdidas nas atuais.
A boca, dotada de dentes córneos, é circular, adaptada à sucção e situada na região ventral e anterior do corpo. A boca é fechada ou aberta pelo movimento para trás e para a frente da língua, a qual também apresenta os pequenos dentes córneos da ventosa, sendo usada para ferir a presa, principalmente nos indivíduos parasitas. A faringe é utilizada na alimentação, por filtração, das larvas e foi utilizada, com a mesma finalidade, nos adultos das espécies que estão atualmente extintas. Apresentam uma válvula espiral no intestino chamada tiflossole (também presente nos tubarões, que são peixes cartilaginosos). Não existe estômago ou vesícula biliar associada ao fígado.


Apresentam respiração branquial, possuindo de 6 a 14 pares de brânquias


A temperatura do corpo é variável; são ectotérmicos.
Possuem 10 pares de nervos cranianos.
Um olho pineal mediano e fotossensível está presente.
As espécies atuais, como a maioria das extintas, apresentam uma narina única e mediana, localizada à frente do olho pineal.
Ocorrem nas águas frias, tanto no hemisfério norte como no sul. Os representantes mais conhecidos são as lampréias (ordem Petromyzontiformes), que não ocorrem no Brasil. As feiticeiras (ordem Myxiniformes) são peixes exclusivamente marinhos


As lampréias são dióicas, com fecundação externa e desenvolvimento indireto; os sexos são separados e a fecundação externa. As larvas - amocetes -, muito diferentes da forma adulta (parecem anfioxos), são cegas e permanecem algum tempo nos rios (3 a 7 anos), enterradas em zonas arenosas e calmas onde filtram o seu alimento. Sofrem depois uma rápida metamorfose e, se são espécies marinhas, migram para o oceano.




As feiticeiras são monóicas, com fecundação externa e desenvolvimento direto.

São animais parasitas. As lampréias são ectoparasitos e as feiticeiras são endoparasitos. As lampréias, ectoparasitos, fixam-se às suas vítimas, como os salmões e trutas, por meio de ventosas e raspam-lhes a pele com os dentes e a língua; então sugam-lhe os tecidos , sangue e tecido muscular, causando-lhes a morte.




As feiticeiras, endoparasitas, penetram no interior dos peixes através das brânquias e destroem principalmente os músculos da vítima. As feiticeiras, em geral, alimentam-se de cadáveres (hábitos necrófagos) ou de pequenos invertebrados bentônicos. Ocorrem na plataforma continental e no mar aberto, em profundidades em torno de 100 metros.




Um comentário:

luis ricardo disse...

Bah....Gostaria de agradecer a vocês por esse blog,era isso mesmo que eu estava procurando...Gostei muito do blog de vocês,espero que vocês não desativem esse blog,por que é muito bom.
Muito obrigado a vocês todos...
Até mais.